Friday, October 23, 2009

23


Fossem 23 rosas que eu entregasse, não teriam o mesmo efeito pois não sou florista.
Se eu fizesse uma música com 23 acordes, sucesso também eu não conseguiria pois não sou músico.
Construir um prédio de 23 andares teria muito menos exito, pois estou longe de ser arquiteto.
Jogando tênnis é mais provável que eu erre 23 saques do que acerte algum, pois nem pião eu sei jogar.
Se eu fosse um calendário pularia a semana antes do dia 20 indo direto para 23, mas nem calendário e muito menos papel eu sou.
O que poderia então fazer para que surgisse efeito, tivesse êxito.
Talvez mexer com palavras?
Mas 23 palavras não seriam o suficiente para descrever toda a densidade do 23 para mim.
No fim das contas eu só posso dizer: Sim o dia 23 é importante para mim!

Tuesday, October 20, 2009

Ritarnaldo



Loucura, amor, liberdade
lado a lado.
Os dois se amam,
os dois se odeiam.
Tão literais que são,
sentem tudo a última potência.
Negam o que sentiam, sentem ou sentirão para sempre.
Tal qual uma viagem de acido,
colorido, sintético e derretido.
Poderia definir bem essa relação
que já foi de marido e mulher,
de irmã e irmão
e de almas gêmeas.
Rita e Arnaldo
Arnaldo e Rita
Formam a minha história de amor preferida.

Monday, October 19, 2009

De amor e futebol todo mundo (acha que) entende um pouco.


Uma conjuntura de diversas formas une os dois.
O destino.
Um momento, um olhar, um sinal e lá está:
A emoção, um gol, um beijo, um abraço.
Pode ser em um gramado, na terra, na areia,
No cinema, no parque ou até mesmo na porta da sua faculdade.
Quando acontece um gol ou um beijo
A vontade é a mesma.
Correr pela rua, ligar para os amigos e gritar por todo o mundo.
Dos dois também uma virada podemos ter.
Você olha, não acredita.
Senta, chora, xinga mas imutável mesmo são as coisas depois que elas acontecem.
Não adianta reclamar do juiz, falar que vai mudar ou reclamar disso ou daquilo.
Aconteceu está lá.
O que você pode fazer é levantar a cabeça é torcer.
O juiz não apitou então não tem porque se desesperar.
Agora é só esperar.

Monday, August 31, 2009

Flagra


E seu tocasse piano faria uma melodia diferente, usaria as notas mais difíceis de meu vocabulário artístico.

Mas eu não sei toca piano. Nem ao menos um violão.

Mas sei dar abraços como quase nenhum outro ser humano sabe. Se fosse há alguns anos atrás talvez eu não daria tanto valor assim para as coisas que eu sei fazer.

Alguns anos atrás eu não tentaria desesperadamente fugir

Alguns anos atrás quando viessem me entrevistar eu não saberia que música falar.

Agora eles chegam com seus microfones, câmeras e luzes e perguntam:

- Qual sua música favorita?

E eu respondo:

-É óbvio não? Flagra, mais um sucesso daquele casal.

Thursday, August 06, 2009

Rebordose de Domingo.


A Rebordose de domingo

só funciona com os amigos

junto nós viramos crianças

e a gente se encanta assistindo aos programas

do Billy The Kid.

Monday, July 06, 2009

Citação do aniversariante.


"Eu tentei fazer tudo certo, mas ela tinham coisas que eu não entendia."

Sunday, February 15, 2009

A história da Vanessa


Ela está sentada no parque, um mundo inteiro gira e funciona. Mas se você olhar só para ela vai perceber que as outras cenas ao redor não têm sentido algum, apenas estão lá para completar a fotografia da menina que está apenas lendo um livro, da menina que está apenas sendo ela mesma. A Vanessa. Ela termina seu livro e dá um sorriso tímido.
Eu poderia descrevê-la como qualquer dessas heroínas sonhadoras tanto de histórias infantis ou de filmes que conseguem realizar o que quiserem. Ela poderia criar abelhas caso não tivesse medo, ela poderia ter mil facetas diferentes por ser uma atriz de talento, ela poderia ser desenhista, mas o que ela mais quer é ser feliz. É por isso que estamos aqui. Para contar o dia que a Vanessa se tornou feliz. Não aquela felicidade leviana que se encontra em qualquer lugar e quando menos se espera vai embora. Mas sim aquela felicidade que te preenche fazendo você literalmente brilhar de alegria.
Vanessa guarda as suas coisas, as coloca na bolsa o livro e o pano em que deitava. E continua caminhando sem direção até que um vendedor chama atenção dela com a sua bancada:
- O que você está vendendo? – pergunta Vanessa.
- Eu sou um vendedor de sentimentos – diz o vendedor.
- Isso realmente funciona? Não acredito nisso não – Vanessa fala rindo ao vendedor.
- As pessoas têm mesmo essa síndrome de São Tomé, de ter que ver para acreditar. Mas já que você adorável e sonhadora senhorita sofre desse mesmo mal a deixarei escolher, um sentimento para testar e enfim compreender. Agora escolha senhorita qual sentimento você acha que serve em você – e com uma reverência deixou a vista uma bancada de broches que tinham cores e sentimentos diferentes descritos neles.
Vanessa ficou observando e viu que havia um lugar vago e perguntou:
- Qual broche estava aqui? – apontando para o lugar vazio.
- O broche do destino – disse o vendedor em meio às gargalhadas.
- Por que está rindo?
- Uma hora você vai entender – disse ainda com o sorriso no rosto o vendedor.
- Ta bom. Já escolhi vou pegar o broche da alegria.
- Está certo, faça um test drive. Vá passear por aí minha jovem.
Vanessa prendeu o broche em seu peito e foi caminhar, quando já estava um pouco longe da barraca do vendedor mal escutou a frase que ele gritou:
- O amor é quando a alegria e o destino se entrelaçam em um abraço sem fim.
Para dizer exatamente o que começou a acontecer com Vanessa depois que ela colocou o broche seria uma mistura do País das maravilhas, a música Lucy in the sky with diamonds e Pushing Daisies. Tudo extremamente colorido e inventivo o que fazia brilhar um sorriso do rosto de Vanessa. Ela caminhava sem rumo, mas para que ter um rumo em um universo tão bonito e charmoso como esse que ela nunca tinha visto. Ela queria encontrar o vendedor para comprar o broche e agradecê-lo por lhe dar essa nova visão de mundo.
No caminho de volta a barraca do vendedor, Vanessa começou a perceber que toda a alegria e a cor daquele mundo já não parecia mais a mesma. E ao passar por riacho viu o seu reflexo e que o sorriso nele também não era mais o mesmo, e ao chegar na barraca do vendedor completamente frustrada. Não disse uma palavra, retirou o broche do peito e colocou-o de novo na bancada:
- Obrigado por nada. – disse uma irritada Vanessa.
- Se as coisas fossem simples assim, você que nós seres humanos íamos complicar tanto? – tentou explicar o vendedor.
- Como assim?
- Se fosse fácil resumir os nossos sentimentos em broches, porque eu teria colocado na bancada sentimentos como o ódio e a raiva? O broche só funciona se o sentimento servir em você.
- Então quer dizer que eu nunca vou ser feliz? – disse Vanessa à beira das lágrimas.
- Você nunca vai me ouvir dizer isso senhorita. O que eu quero dizer é com o broche só funciona quando o sentimento combina com você, não que você nunca será feliz. Apenas que esse broche sozinho não conseguira suprir tamanha felicidade que combina com você. Vá caminhar menina que uma hora o destino trata de te fazer sorrir e cantar.
Vanessa obedeceu e caminhou mais uma vez sem rumo. Decidiu-se sentar, dessa vez na grama. Toda essa conversa sobre sentimentos só a fez sentir-se mais vazia, mais sozinha. Sentada na grama distraída pelo destino Vanessa mal percebeu o canino que estava vindo. Vinha correndo bem rapidinho como se estivesse fugindo, Vanessa decide segurar o canino, ao puxar para perto repara que tudo esta novamente colorido. Porem um colorido vivo e radiante não artificial, deixando Vanessa confusa sobre qual seria a mística do cachorro. Antes que pudesse desenvolver qualquer teoria outra figura se aproxima também esbaforida da corrida. O dono do cachorro chega e agradece a menina:
- Obrigado por ter segurado, ele escapou faz um tempão que eu estou correndo atrás dele e a graças a você consegui recuperá-lo. – disse o ainda sem fôlego dono do cachorro.
- Não há de que. Cuidado, pois eu posso não estar por perto da próxima vez. – disse a menina agora já sorridente.
- Então por que você não fica por perto? – perguntou o rapaz.
- Como assim? – perguntou a já vermelha de vergonha menina.
- Eu tenho que levar esse fujão para passear por que você não me acompanha?
- Pode ser... mas será que você deixaria segurar o au-au pela coleira? Não sei porque desde que eu segurei me senti mais feliz.
- Eu sei o que você quer dizer com isso. Me sinto do mesmo jeito, tome aqui um pedaço vamos segurar os dois assim o grandão aqui não foge e nos dois ficamos no sentindo bem.
E assim os dois foram caminhando, segurando na coleira do cachorro e sentindo-se bem.
Mas a pergunta que fica: Por que? Por que eles estão sentindo se feliz apenas segurando a coleira de um cachorro?
Eis que vem alguém se aproximando, vem chegando bem perto o vendedor de broches com a sua estande de sentimentos, ele aponta para o espaço vazio e diz:
- Lembram do que eu disse sobre o destino.” O amor é quando a alegria e o destino se entrelaçam em um abraço sem fim.”. Olhe embaixo da coleira do cachorro e veja que broche ele esta usando. E deixem essa menina brilhar e ser feliz.
E la está o cachorro com o broche do amor preso na coleira e combinando com a Vanessa e o dono do cachorro.